Friday, January 18, 2008

O Nascimento

   Daniel estava no café com os amigos quando recebeu um telefonema. Depois de desligar gritou euforicamente:
- Nasceu! Nasceu! Nasceu!
Um dos seus amigos, o Tiago indagou-lhe:
- Nasceu quem? Mas afinal, quem é que nasceu?
- Foi a minha sobrinha! A minha tão esperada sobrinha! – exclamou o Daniel.
- Então de que é que estás à espera para ir vê-la? – perguntou o Tiago.
Daniel correu imediatamente para o carro e arrancou em direcção ao hospital. Quando chegou ao quarto de sua irmã Sofia perguntou ansioso:
- Onde é que ela está?
- A enfermeira deve estar quase a chegar com ela. – disse Sofia.
Dali a instantes, chega a enfermeira com a bebé ao colo e diz a Sofia:
- Ela é saudável, tem a altura e o peso ideais.
Mal a enfermeira pôs a bebé no colo de Sofia e se foi embora Daniel perguntou:
- Ela já tem nome?
- Não, por acaso tinha pensado em seres tu a dar-lhe o nome.
- E que tal Mafalda, gostas?
- Gosto.
- Quando é que voltas para casa?
- Talvez daqui a dois dias.
- O teu marido, o Rui, não vem cá ver a pequeno e linda Mafalda?
- Ele ainda chegou a tempo de assistir ao parto, mas depois do parto foi logo embora porque tinha muito trabalho.
Rodrigo, o pai de Mafalda era um empresário muito ocupado, por isso não dispensava muito lá muito do seu tempo para a família.
No regresso a casa de Sofia com Mafalda a família preparou uma festa de
boas-vindas para a bebé. Acolheu-as com muito amor e carinho, mas como já era de esperar, o pai de Mafalda já tinha ido para o trabalho.
Ou seja, hoje em dia, o trabalho, para algumas pessoas, está acima de tudo, até acima da família. As pessoas estão cada vez mais obcecadas pelo trabalho. Mas, nesta vida, o trabalho não é tudo, existem coisas mais importantes, como o amor e o carinho da família e a saúde.

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Monday, January 7, 2008

O Sentido da Vida

As palavras saem,
Quase sem darmos por isso.
O coração bate,
E praticamente não o sentimos.
O sangue corre-nos nas veias como “um louco”,
E nem o vemos.
Gostámos das pessoas e elas gostam de nós,
Mas muitas vezes desiludimo-nos com elas.
Há dias que não nos apetece interagir com o Mundo lá fora,
Mas ouvimos sempre uma voz que nos diz “Tem que ser…”.
Mas porque é que tem que ser?
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Thursday, January 3, 2008

Sexta-Feira ou a Vida Selvagem

Resumo


Data
20/12/2007
26/12/2007
Páginas
0 a 68
68 a 111


Título: “ Sexta-Feira ou a Vida Selvagem”
Autor: Michel Tournier
Editora: Editorial Presença

Numa tarde, estava a embarcação Virgínia enfrentando no Oceano Pacífico, uma horrível e violenta tempestade. A certa altura, o barco parou de balançar, uma vaga gigantesca despenhou-se sobre o barco e arrasou com todo o material e todos os homens. Quando Robinson (que era um dos tripulantes) acordou, deu por si numa ilha deserta e avistava lá ao fundo numa falésia, a silhueta do Virgínia.
Depois de alguns dias decidiu construir um barco e baptizou-o de Evasão. Depois de pronto, Robinson descobriu que o Evasão tinha sido um fracasso, porque foi construído muito longe do mar, logo ele não o conseguiu pôr a navegar.
Robinson, um dia, decidiu seguir uma manada de pecaris, que costumavam afundar-se em lameiros. Ele decidiu fazer o mesmo e fazia-o dias sem conta. Enquanto lá estava julgava-se no meio da sua família em York. Certo dia, chegou à conclusão de que estava a enlouquecer por causa dos lameiros.
Nas seguintes semanas, explorou a ilha e trouxe do Virgínia barris de pólvora e objectos diversos que depositou numa gruta. Civilizou a ilha baptizando-a de Speranza, fazendo um mapa geográfico dela, domesticando animais, cultivando campos, criando habitações, outras construções, uma clepsidra e um direito.
Certo dia, Tenn (o cão de Robinson) apareceu entre os destroços do Virgínia.
Num dia em que Robinson continuava a sua rotina, chegaram à ilha uns índios e uma bruxa e realizaram um dos seus rituais, em que a bruxa escolhe um culpado/vítima que é morto pelos outros. Na segunda visita dos índios, a vítima fugiu por entre a floresta, Robinson matou o índio que a seguia e os outros foram-se embora. Robinson baptizou a vítima de Sexta-feira e passou a ser escravo de Robinson.
A segunda “droga” encontrada por Robinson, era enfiar-se numa galeria da gruta onde guardava todo o material que recolheu do Virgínia a fumar cachimbo.
Quando Sexta-Feira descobriu o esconderijo de Robinson, também fumou o tal cachimbo, mas Robinson descobriu-o lá. Sexta-Feira atirou o cachimbo para o chão, que foi parar junto dos barris de pólvora. Este descuido provocou sucessivas explosões o que destruiu tudo.
Depois de toda a destruição Tenn desapareceu e Sexta-Feira, mais tarde, substituiu-o por Anda que era uma cabrinha.
 Numa manhã, Sexta-Feira deu pelo desaparecimento de Anda. Foi à sua procura e encontrou-a junto de Andoar, o rei dos bodes, que já lhe tinha tentado retirar Anda. Sexta-Feira tentou aproximar-se dela mas não conseguiu, pois Andoar atacou-o, caindo por terra. Quando se conseguiu levantar, foi atacado novamente, mas desta vez Sexta-Feira caiu sobre o bode e, de seguida, caíram os dois num precipício. O bode morreu mas, Sexta-Feira sobreviveu, ficando com Anda.
Certa manhã, a embarcação Whitebird chegou à ilha. Robinson subiu a bordo com Sexta-Feira e foi então que Robinson reparou numa criança mal tratada que era o grumete. Robinson depois de pensar decidiu ficar na ilha com Sexta-Feira, pois lá era feliz.
Robinson quando chegou a Speranza deu pelo desaparecimento de
Sexta-Feira e chegou à conclusão de que ele tinha ido no Whitebird. Mais à frente, ouviu um barulho e reparou que o pequeno grumete, o Jean, tinha ficado com ele. Todavia, Robinson baptizou-o de Domingo e livrou-se da solidão para sempre.

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Tuesday, November 13, 2007

A Importância de uma Mãe

- Sabes de quem é esse retrato, filho?
- Não, de quem é mãe?
- É da minha falecida mãe. Nós gostávamos muito uma da outra, ela era tudo para mim.
- Belmira; agora este nome lembra-me uma pessoa muito simpática e acolhedora, sempre pronta a ajudar, sempre com uma palavra amiga para pronunciar.
- Sofreste muito com a sua morte?
- Chorei, a minha auto-estima desceu em flecha, o meu apetite era cada vez menor e emagrecia de dia para dia.
- Quem é que te ajudou a ultrapassar essa mágoa, ou seja, quem é que foi o teu “ombro amigo”?
- Foi a tua tia São, ela foi uma mulher muito corajosa.
- Que idade tinhas?
- Tinha 20 anos, já era considerada adulta mas uma mãe é sempre uma mãe, é chegar a casa e ter com quem desabafar sobre os maus momentos passados em todo o dia, é ter alguém em quem confiar, é ter alguém em que se pode contar para tudo, uma mãe é um ser inexplicável.
- Ela morreu muito nova?
- Sim, tinha 46 anos, ainda tinha, pela frente, muitos anos de vida para aproveitar. Ela para mim era como o meu anjo-da-guarda, quando ela morreu senti-me insegura, sem defesas, mas depois cheguei à conclusão de que ela estaria sempre lá em cima a olhar por mim.
De repente, o filho mostrou-se muito triste e a mãe indagou-lhe:
- Porque estás assim?
- Tenho medo de te perder…
- Não tenhas medo, quando eu morrer não me perderás, porque estarei sempre aí dentro do teu coração.
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Friday, November 9, 2007

Yang

Ele chama-se Yang, tem 15 anos e é bom aluno.
Num belo dia, entrou na loja um cliente muito estranho, mas Yang foi atendê-lo na mesma e perguntou-lhe:
- Posso ajudá-lo em alguma coisa?
Nesse preciso momento, o tal homem retira do bolso uma arma e diz:
- Não quero magoar ninguém, apenas quero levar o Yang comigo.
O tio de Yang baixou-se atrás do balcão sem o tal sujeito reparar e telefonou à polícia, ele não explicou lá muito bem o sucedido, mas a polícia lá conseguiu perceber. Demoraram pouco tempo a chegar (o que não acontece comummente) e chegados lá prenderam-no e Yang chegou à conclusão de que tudo não passou de um susto.
Uma tarde, Yang estava na escola, muito sossegado, como era habitual, e, de repente, começou a sentir uma enorme falta de ar. Levaram-lo para o hospital e descobriram, que Yang tinha uma doença muito grave, mas curável. Os tios ficaram imensamente assustados, porque só 30% das pessoas que tinham aquela doença é que se conseguiam curar. Seus tios fizeram de tudo para que Yang se curasse. A muito custo, Yang curou-se e continua saudável, como sempre.
Chegou o dia de aniversário do Yang. Sai de casa para a escola como era habitual. No fim das aulas regressa a casa e, de repente, vê um carro a atropelar um cão. Ficou com pena do cão mas, ao mesmo tempo espantado com a frieza do condutor, pois só tinha parado para verificar se tinha danificado o carro. Yang chegou perto do cão e apercebeu-se de que o cão ainda estava vivo. Chamou o seu tio e contou-lhe o sucedido. De seguida, indagou-lhe:
- Não o podemos levar ao veterinário?
O seu tio respondeu que sim e lá foram eles. No regresso a casa, Yang perguntou ao tio:
- Posso ficar com ele? Já está curado. Vá lá, por favor…
O tio autorizou e Yang ficou felicíssimo porque tinha encontrado um novo companheiro.   
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Friday, October 19, 2007

As Doçuras de Anita

        Anita é uma rapariga de apenas 9 anos, mas já “sustenta” a sua família, porque seus pais a obrigam a produzir e vender compotas para assegurar uma boa alimentação para os outros cinco irmãos. Tem uns lindíssimos olhos azuis esverdeados e produzia compotas que têm um delicioso, soberbo e inexplicável sabor. Anita também estuda, é uma excelente aluna, a professora e os colegas adoram-na. É uma menina muito doce, meiga, preocupa-se demasiado com os outros e alegra toda a gente, tem uma grande força de viver.
    No fim das aulas, chega a casa, e como tem uma irmã mais velha, Anita vai vender compotas, enquanto sua irmã mais velha, a Filomena, trata da lida doméstica. Quando regressa a casa quase sempre de noite, janta, mostra aos pais o que vendeu e dá-lhes o dinheiro. Mas naquele dia, como estava a chover só lhe compraram três frascos, enquanto o normal era trazer nada de volta. Então, quando seu pai, (que era mais severo que a mãe), viu o que ela tinha vendido, resmungou:
-Só vendeste isto? É para isso que te compro a fruta? Como castigo vais fazer mais vinte frascos dentro de uma hora e se não conseguires já sabes… – apontando para o cinto.
Filomena, sem seu pai saber e com pena de Anita ajudou-a. As duas, a muito custo, lá conseguiram cumprir o castigo.
Já eram 22 horas e Anita ainda ía começar a fazer os trabalhos de casa, que não eram poucos… Quando acabou, foi tomar banho e de seguida, foi-se deitar.
De manhãzinha, levantou-se e foi ajudar a Filomena a preparar o pequeno-almoço para a família, como era habitual.

Isto é apenas um conto, uma história imaginária, mas se estivermos atentos a estes casos veremos que existem histórias e relatos, não iguais a este, mas parecidos, na mesma situação.              

                                                      

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Tuesday, October 16, 2007

De 1 a 10

1, salada de atum;
2, carros de bois;
3, foi a conta que Deus fez;
4, pontas de sapato;
5, tem a forma de um brinco;
6, é só papéis;
7, são os anos da Elisabete;
8, tem a forma de um biscoito;
9, repara que só chove;
10, são os dedos dos teus pés.  
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Ficha de leitura

Nome do livro: “A Bruxinha Lili e a cidade submersa”
Autor: Knister
Editora: arteplural edições

Resumo


Era uma vez, a Lili, uma criança normal, que certo dia acordou e viu um livro de bruxaria ao lado da sua cama. Folheou-o e reparou que tinha duas folhas misteriosas coladas uma à outra.
Certo dia, seu irmão comprou um globo de neve. A mãe logo se apressou a falar sobre o seu antigo globo de neve, que continha a Atlântida.
De seguida, Lili seguiu a estratégia da mãe e conseguiu descolar as folhas. Nessas páginas estava descrito o bruxedo da Escada de Orfeu, que atravessando portas a levou à cidade submersa da Atlântida.
Quando lá chegou encontrou uma tartaruga que se assumiu como rei D. Pompiduro Tartaruga. Pedindo ajuda à Lili e ordenando-lhe que o levasse à cidade, informou-lhe que havia um polvo gigante a impedir a passagem para fora da Atlântida e que ainda ninguém o tinha conseguido remover de lá. Era de lá que o seu povo abastecia os Aquanatas com alimentos, mas desde aí nunca mais conseguiram de lá sair.
Chegaram aos Paços do Conselho e D. Pompiduro explicou aos anciãos que a Lili sabia da outra passagem. Porém, Lili propôs que a deixassem ir até ao polvo. Todavia, emprestaram-lhe o Avantilo que era o cavalo-marinho mais veloz e corajoso de todos e ofereceram-lhe pérolas mastigáveis de oxigénio, pois lá cada vez havia menos oxigénio. Lili montou o Avantilo, mastigou uma pérola, recitou o feitiço do salto da bruxa e assim chegaram ao polvo.
Como a Lili estava a ficar sem ar mastigou outra pérola. O polvo viu e quis todas as pérolas da Lili, que eram cerca de quatro mãos cheias. A Lili deu-lhas, mas com a condição de ele desocupar a comporta. Ele mastigou-as todas de uma vez, ficou cheio de ar e foi subindo como um balão, desocupando assim a comporta.
Todos os habitantes da Atlântida festejaram e a Lili regressou a casa, com a promessa de voltar para os visitar.

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Thursday, May 31, 2007

O meu despertador

   - Triiim! Triiim! Acorda dorminhoca!
  
- Já vai, já vai, dá-me só mais cinco minutos. – e voltei a adormecer.
  
- Triiim! Triiim! Acorda se não vais ficar atrasada. Queres chegar atrasada ao dentista?
  
- Pronto, só mais dois minutos.
  
- Nem mais um segundo. Despacha-te, põe-te já de pé.
  
- Está bem, já me estou a vestir.
  
- Hoje estás muito sonolenta e preguiçosa. Estiveste novamente a ver televisão até tarde, não estivestes?
  
- Não, até me deitei bem cedo.
  
- Então porque é que tens tanto sono?
  
- Passei mal a noite, dormi pouco tempo.
  
- Não estás com medo de ir ao dentista? Todas as crianças têm medo.
  
- Em primeiro lugar sou uma adolescente e não uma criança, em segundo lugar, eu não sou nenhuma medricas, até gosto da minha dentista.
  
- Lavei-me, vesti-me e antes de sair, despedi-me do meu querido despertador:
   - Tchau, até logo.
  
- Até logo, preguiçosa – disse ele.

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Wednesday, May 30, 2007

A Menina do Mar

                                Ficha de Leitura

Nome do livro – A Menina do Mar

Autora – Sophia de Mello Breyner Andresen

Editora – Figueirinhas

Resumo

   Era uma vez uma gaivota que trazia no bico uma menina muito pequenina, e poisou-a numa praia quase deserta.
  
Ela passou a viver com um caranguejo, um polvo e um peixe, numa gruta lindíssima, situada no fundo do mar. O peixe não fazia nada, o caranguejo era o cozinheiro, o ourives e o costureiro da Menina do Mar. o polvo era o que trabalhava mais porque fazia a cama da Menina, ía buscar a comida entre outras tarefas. A dona dos mares era a Grande Raia.
  
Um dia, a Menina do Mar encontrou-se com o rapaz que vivia nessa praia. Ficaram amigos e a cada encontro que tinham, o rapaz levava-lhe uma coisa da terra. Até que um dia, ele encheu um balde com água do mar e algas, pôs–la lá dentro e levou-a a visitar a terra.
  
Num belo dia, a Menina mandou a gaivota entregar ao rapaz uma poção para conseguir viver debaixo de água. O rapaz bebeu-a e viveu para sempre com a Menina no fundo do mar.       

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