Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

Mariana

    Um dia, a Mariana estava a brincar de volta de uma bigorna. Mas, a bigorna estava esfacelada e ela cortou-se. Todavia, ficou estonteada e, em gritos lancinantes e dolorosos, deu por ela a chamar pela mãe. Imediatamente, aproximaram-se dela os seus pais. Eles estavam com pena, mas ao mesmo tempo coléricos e hirtos, por a terem avisado muitas vezes para não mexer naquilo. Enquanto a ferida transvazava sangue, os seus pais admoestavam-lhe e ela tentava explicar tudo, mas balbuciava. De seguida, trataram-lhe da ferida e obrigaram-lhe a fazer a labuta diária como castigo. Hirta, Mariana deu um repelão convulso no seu cão. Arrependida, persignou-se e pôs-se a salmodiar. Ao cair da noite, enlevou-se pelo lampejar das estrelas e adormeceu. Elaborado por: Ana Catarina nº1-7ºB    
Escrito por Catarina em 21:29:44 | Link permanente | Comments (4) |

O João

 O João tinha 12 anos.    De manhãzinha, acordava, vestia-se, lavava-se e ao sair de casa, persignava-se. De seguida, punha-se a caminho da escola. Ao passar pela mercearia, ouvia o Senhor Afonso a salmodiar. Mais frente, via o Senhor António, que era o ferreiro lá da terra, de volta da bigorna a afeiçoar metais. Posteriormente, deixava-se enlevar pelo lindíssimo ulmeiro do jardim da Dona Rita. Depois, via a Dona Mariana a passear o seu cão, pela rua, cheia de entono. Finalmente, chegava à escola, e atrasado como sempre, tinha que ouvir a sua professora, que ficava colérica e admoestava-lhe. Seguidamente, João sentava-se na sua liteira, mas ficava sempre melancólico.   Ao regressar a casa, vinha por outro caminho, para apreciar outras coisas. Via o lindíssimo gato da Dona Alice, a nascente que transvazava uma água límpida e transparente, o escaler esfacelado do museu e o arrozal do Senhor Enácio.Elaborado por: Ana Catarina nº1-7ºB         
Escrito por Catarina em 21:18:54 | Link permanente | Comments (0) |

Seis Contos de Eça de Queirós

A aia    Era uma vez, um jovem rei que partiu a batalhar por terras distantes, deixando para trás sua rainha com seu filho no berço. Um dia, um dos cavaleiros regressou e trouxe consigo a terrível notícia da morte do rei. Mas, o pior desses inimigos era o tio da criança porque lhe queria roubar o trono. Uma noite, a escrava ouviu passos pesados no jardim e foi ver quem era. Descobriu que era o tal tio que vinha raptar o príncipe. Então, a escrava trocou o berço de marfim do príncipe pelo berço de verga do seu filho, levando o tio a raptar o escravozinho por engano. Os guardas do palácio mataram o tio, e com ele o filho da escrava. Quando a rainha soube do sucedido, quis recompensar a escrava e levou-a à sala do tesouro. A escrava pegou num punhal de ouro, cravou-o no peito e morreu.                                                         O tesouro   Os três irmãos Guanes, Rostabal e Rui eram os fidalgos mais pobres do Reino das Astúrias. Numa manhã de Primavera, foram os três à mata, ver se caçavam ou colhiam alguma coisa e encontraram um tesouro. Então, resolveram que Guanes havia de cavalgar até à aldeia para fazer compras. Enquanto isso, os outros dois irmãos decidiram ficar com o tesouro só para eles matando Guanes, e assim o fizeram. De seguida, Rostabal foi ao tanque lavar-se e Rui deu-lhe um golpe no coração. Rui, sabendo que tinha o tesouro só para ele, foi o que Guanes trouxera da aldeia. Mas Guanes, também teve a mesma ideia que os irmãos, pondo veneno na garrafa de vinho, o que causou a morte de Rui.                                                   O defunto

   Em 1474, D. Rui de Cardenas foi viver para Segóvia. Sua casa era ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Pilar. Em frente ficava o palácio de D. Afonso de Lara. D. Rui ia todos os dias rezar diante da imagem da Senhora do Pilar. D. Leonor, mulher de D. Afonso, também lá ia rezar aos domingos. Quando D. Rui a viu, apaixonou-se por ela. A aia, acompanhante de D. Leonor, foi contar tudo a D. Afonso, ele como era muito ciumento, não tardou a vigiá-los. Não se contendo com a vigia, mudaram-se para a herdade em Cabril. D. Afonso também não ficou satisfeito com a mudança, por isso, ordenou a D. Leonor que escrevesse uma carta a D. Rui a ir visitá-la porque seu marido estava ausente, mas era uma armadilha. Então, D, Rui foi, e ao passar pelo Cerro dos Enforcados, houve um que o chamou. D. Rui cortou-lhe a corda e ele acompanhou-o até Cabril. Quando lá chegaram, o enforcado pegou na capa e no chapéu de D. Rui e subiu pela escada. Chegou à varanda e D. Afonso não demorou a espetar a sua adaga no enforcado, e aí D. Rui descobriu que era uma armadilha. Quando o enforcado e D. Rui chegaram ao Cerro dos Enforcados, D. Rui pendurou-o e reparou que ainda tinha a adaga cravada no peito. D. Rui chegou a Segóvia e foi à igreja, contar tudo à sua madrinha, que era a Senhora do Pilar. D. Afonso foi tentar saber da morte de D. Rui, mas não havia novidades. Até que o padre lhe contou, que um dos enforcados apareceu com uma adaga cravada no peito. D. Afonso foi ver e descobriu que era a sua adaga, mas, não contou a ninguém. Então, D. Afonso começou a dizer palavras ao vento, até que um dia o encontraram morto. Em 1475, D. Leonor casou com D. Rui.

    Frei Genebro

   Frei Genebro era um frade que queria ser santo. Passava fome, dedicava-se aos pobres e rezava muito. Regressou

 à pátria, e um dia partiu em viagem. Quando avistou os restos dum castelo, lembrou-se que Frei Egídio, seu companheiro de convento, morava ali perto. Quando lá chegou, chamou por ele e encontrou-o doente na cama. Frei Egídio pediu-lhe um pedaço de porco assado. Frei Genebro lembrou-se logo do rebanho de porcos onde tinha passado. No entanto, pegou numa faca, foi até lá, cortou a perna a um porco e deixou-o a arquejar cheio de sangue. Voltou e preparou logo um belo assado. Antes de partir deixou-lhe uma bilha de água e tapou-o com uma manta. Quando Frei Genebro morreu tinha as suas obras de caridade em contrapartida com o porco que deixou a sofrer. Então, Deus pegou na alma de S. Genebro e mandou-a para o Purgatório.                 Civilização    Ele tinha um amigo chamado Jacinto que nascera num palácio. Jacinto era muito civilizado e requintado. Possuía todas as invenções modernas e imensos livros todos encadernados. Os copos tinham imensas cores e feitios. Os talheres tinham imensas funções. Um dia, partiram os dois para o seu solar de Torges. Mas antes, Jacinto enviou para lá camas de penas, sofás, banheiras, tapetes persas, e levou consigo trinta e sete malas. Quando lá chegaram, viram que tudo tinha sido extraviado. Então, muito felizes, renderam-se à simplicidade e viveram lá para sempre.                                                                                                 O suave milagre   Um dia, um viajante passou por um fresco vale, dizendo que um novo profeta, rabi, andava anunciando a chegada do Reino de Deus. O velho Obed era dono de muitos rebanhos e vinhas. Vendo o gado a morrer e as vinhas a secarem, mandou os seus criados à procura de rabi. Mas, eles já com as sandálias rotas, não encontraram Jesus. Públio Sétimo, centurião romano, comandava um forte. Tinha uma única filha, que sofria de um mal lento e estranho. Então, resolveu, mandar um batalhão de soldados procurar rabi. Mas, eles também não encontraram Jesus e regressaram ao forte. Num casebre vivia uma viúva com seu filho que estava magoado. Quando souberam de rabi, o filho insistiu muito em vê-lo. Entretanto. Jesus entrou no casebre.

 

Escrito por Catarina em 21:17:34 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

Graças e Desgraças de El-rei Tadinho

  No Reino das Cem Janelas vivia sua majestade El – rei Tadinho e era conhecido pelas suas ideias luminosas.   Num dia de muita chuva, ouviram-se fortes pancadas na porta principal do palácio, mas ninguém se atrevia a ir ver quem era. De repente, entrou pelo palácio dentro um enorme dragão de cinco cabeças, dizendo que o tinham deixado à chuva e só os perdoou quando sua majestade lhe deu a mão de sua filha em casamento. Então, El-rei Tadinho, como não tinha filhas foi pedir ajuda à bruxa do Reino das Cem Janelas. O acordo foi que mal o dragão chegasse, a bruxa ia tentar interceder por El-rei Tadinho. Quando o dragão entrou na sala, a bruxa foi tentar explicar-lhe o sucedido, mas o dragão, antes que ela começasse a falar, levou-a dali para fora, pensando que era a sua noiva, desaparecendo com ela.  Foi a meio de um Conselho de Ministros, que sua majestade declarou, que o Reino das Janelas precisava de uma bruxa. Porém, decidiram publicar um anúncio no jornal dizendo: “ Bruxa precisa--se ”. Passado algum tempo, depois de receberem milhares de cartas, encontraram a bruxa ideal, Riquezas que era a feiticeira, mas passou por bruxa. Foi com ela que El-rei Tadinho passou por muitas crises, casou e teve muitos filhos e filhas.  Havia uma princesa no Reino, que escrevia muito mal, com “rrr” e “hhh” a mais nas palavras. Até que a sua professora se cansou de lhe ensinar a escrever correctamente e foi para outra escola. O seu próximo professor tinha olhos azuis, era loiro e alto. Foi por ele, que a princesa se apaixonou. Então, ela decidiu escrever- -lhe uma carta de amor, sem erros, a pedir-lhe em casamento.  O professor, que dizia ser um príncipe encantado, afinal já era casado e pai de trinta filhos, antes de a bruxa lhe ter lançado a praga, por isso não podia casar com a princesa, deixando-a muito triste.                                                                                                           Elaborado por:Ana Catarina nº1-7ºB
Escrito por Catarina em 14:01:42 | Link permanente | Comments (1) |