Tuesday, November 13, 2007

A Importância de uma Mãe

- Sabes de quem é esse retrato, filho?
- Não, de quem é mãe?
- É da minha falecida mãe. Nós gostávamos muito uma da outra, ela era tudo para mim.
- Belmira; agora este nome lembra-me uma pessoa muito simpática e acolhedora, sempre pronta a ajudar, sempre com uma palavra amiga para pronunciar.
- Sofreste muito com a sua morte?
- Chorei, a minha auto-estima desceu em flecha, o meu apetite era cada vez menor e emagrecia de dia para dia.
- Quem é que te ajudou a ultrapassar essa mágoa, ou seja, quem é que foi o teu “ombro amigo”?
- Foi a tua tia São, ela foi uma mulher muito corajosa.
- Que idade tinhas?
- Tinha 20 anos, já era considerada adulta mas uma mãe é sempre uma mãe, é chegar a casa e ter com quem desabafar sobre os maus momentos passados em todo o dia, é ter alguém em quem confiar, é ter alguém em que se pode contar para tudo, uma mãe é um ser inexplicável.
- Ela morreu muito nova?
- Sim, tinha 46 anos, ainda tinha, pela frente, muitos anos de vida para aproveitar. Ela para mim era como o meu anjo-da-guarda, quando ela morreu senti-me insegura, sem defesas, mas depois cheguei à conclusão de que ela estaria sempre lá em cima a olhar por mim.
De repente, o filho mostrou-se muito triste e a mãe indagou-lhe:
- Porque estás assim?
- Tenho medo de te perder…
- Não tenhas medo, quando eu morrer não me perderás, porque estarei sempre aí dentro do teu coração.
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Friday, November 9, 2007

Yang

Ele chama-se Yang, tem 15 anos e é bom aluno.
Num belo dia, entrou na loja um cliente muito estranho, mas Yang foi atendê-lo na mesma e perguntou-lhe:
- Posso ajudá-lo em alguma coisa?
Nesse preciso momento, o tal homem retira do bolso uma arma e diz:
- Não quero magoar ninguém, apenas quero levar o Yang comigo.
O tio de Yang baixou-se atrás do balcão sem o tal sujeito reparar e telefonou à polícia, ele não explicou lá muito bem o sucedido, mas a polícia lá conseguiu perceber. Demoraram pouco tempo a chegar (o que não acontece comummente) e chegados lá prenderam-no e Yang chegou à conclusão de que tudo não passou de um susto.
Uma tarde, Yang estava na escola, muito sossegado, como era habitual, e, de repente, começou a sentir uma enorme falta de ar. Levaram-lo para o hospital e descobriram, que Yang tinha uma doença muito grave, mas curável. Os tios ficaram imensamente assustados, porque só 30% das pessoas que tinham aquela doença é que se conseguiam curar. Seus tios fizeram de tudo para que Yang se curasse. A muito custo, Yang curou-se e continua saudável, como sempre.
Chegou o dia de aniversário do Yang. Sai de casa para a escola como era habitual. No fim das aulas regressa a casa e, de repente, vê um carro a atropelar um cão. Ficou com pena do cão mas, ao mesmo tempo espantado com a frieza do condutor, pois só tinha parado para verificar se tinha danificado o carro. Yang chegou perto do cão e apercebeu-se de que o cão ainda estava vivo. Chamou o seu tio e contou-lhe o sucedido. De seguida, indagou-lhe:
- Não o podemos levar ao veterinário?
O seu tio respondeu que sim e lá foram eles. No regresso a casa, Yang perguntou ao tio:
- Posso ficar com ele? Já está curado. Vá lá, por favor…
O tio autorizou e Yang ficou felicíssimo porque tinha encontrado um novo companheiro.   
Posted by Catarina at 11:44:54 | Permalink | No Comments »