Mariana
Elaborado por: Ana Catarina nº1-7ºB
Em 1474, D. Rui de Cardenas foi viver para Segóvia. Sua casa era ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Pilar. Em frente ficava o palácio de D. Afonso de Lara. D. Rui ia todos os dias rezar diante da imagem da Senhora do Pilar. D. Leonor, mulher de D. Afonso, também lá ia rezar aos domingos. Quando D. Rui a viu, apaixonou-se por ela. A aia, acompanhante de D. Leonor, foi contar tudo a D. Afonso, ele como era muito ciumento, não tardou a vigiá-los. Não se contendo com a vigia, mudaram-se para a herdade em Cabril. D. Afonso também não ficou satisfeito com a mudança, por isso, ordenou a D. Leonor que escrevesse uma carta a D. Rui a ir visitá-la porque seu marido estava ausente, mas era uma armadilha. Então, D, Rui foi, e ao passar pelo Cerro dos Enforcados, houve um que o chamou. D. Rui cortou-lhe a corda e ele acompanhou-o até Cabril. Quando lá chegaram, o enforcado pegou na capa e no chapéu de D. Rui e subiu pela escada. Chegou à varanda e D. Afonso não demorou a espetar a sua adaga no enforcado, e aí D. Rui descobriu que era uma armadilha. Quando o enforcado e D. Rui chegaram ao Cerro dos Enforcados, D. Rui pendurou-o e reparou que ainda tinha a adaga cravada no peito. D. Rui chegou a Segóvia e foi à igreja, contar tudo à sua madrinha, que era a Senhora do Pilar. D. Afonso foi tentar saber da morte de D. Rui, mas não havia novidades. Até que o padre lhe contou, que um dos enforcados apareceu com uma adaga cravada no peito. D. Afonso foi ver e descobriu que era a sua adaga, mas, não contou a ninguém. Então, D. Afonso começou a dizer palavras ao vento, até que um dia o encontraram morto. Em 1475, D. Leonor casou com D. Rui.
Frei Genebro
Frei Genebro era um frade que queria ser santo. Passava fome, dedicava-se aos pobres e rezava muito. Regressou
à pátria, e um dia partiu em viagem. Quando avistou os restos dum castelo, lembrou-se que Frei Egídio, seu companheiro de convento, morava ali perto. Quando lá chegou, chamou por ele e encontrou-o doente na cama. Frei Egídio pediu-lhe um pedaço de porco assado. Frei Genebro lembrou-se logo do rebanho de porcos onde tinha passado. No entanto, pegou numa faca, foi até lá, cortou a perna a um porco e deixou-o a arquejar cheio de sangue. Voltou e preparou logo um belo assado. Antes de partir deixou-lhe uma bilha de água e tapou-o com uma manta. Quando Frei Genebro morreu tinha as suas obras de caridade em contrapartida com o porco que deixou a sofrer. Então, Deus pegou na alma de S. Genebro e mandou-a para o Purgatório. Civilização Ele tinha um amigo chamado Jacinto que nascera num palácio. Jacinto era muito civilizado e requintado. Possuía todas as invenções modernas e imensos livros todos encadernados. Os copos tinham imensas cores e feitios. Os talheres tinham imensas funções. Um dia, partiram os dois para o seu solar de Torges. Mas antes, Jacinto enviou para lá camas de penas, sofás, banheiras, tapetes persas, e levou consigo trinta e sete malas. Quando lá chegaram, viram que tudo tinha sido extraviado. Então, muito felizes, renderam-se à simplicidade e viveram lá para sempre. O suave milagre Um dia, um viajante passou por um fresco vale, dizendo que um novo profeta, rabi, andava anunciando a chegada do Reino de Deus. O velho Obed era dono de muitos rebanhos e vinhas. Vendo o gado a morrer e as vinhas a secarem, mandou os seus criados à procura de rabi. Mas, eles já com as sandálias rotas, não encontraram Jesus. Públio Sétimo, centurião romano, comandava um forte. Tinha uma única filha, que sofria de um mal lento e estranho. Então, resolveu, mandar um batalhão de soldados procurar rabi. Mas, eles também não encontraram Jesus e regressaram ao forte. Num casebre vivia uma viúva com seu filho que estava magoado. Quando souberam de rabi, o filho insistiu muito
em vê-lo. Entretanto. Jesus entrou no casebre.