Quarta-feira, Maio 28, 2008

Aprender a lidar com o Medo

Medo de mim,
Mas,
Aprender a admitir-me tal como sou.
Medo de não conseguir,
Mas,
Aprender a ter autoconfiança.
Medo de avançar,
Mas,
Aprender a não recuar.
Medo de errar,
Mas,
Aprender com o próprio erro.
Medo de cair,
Mas,
Aprender a ter cuidado.
Escrito por Catarina em 20:55:41 | Link permanente | Comments (1) |

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar!  E não amar ninguém!

Recordar?  Esquecer?  Indiferente!...
Prender ou desprender?  É mal?  É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...


 

Florbela Espanca
Escrito por Catarina em 20:40:13 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, Abril 17, 2008

Dia mundial do Livro

Um livro é como uma viagem sem fim.
Um livro é um amigo sempre disponível.
 De: Ana Veloso
Escrito por Catarina em 12:26:51 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, Abril 08, 2008

Glossário de Teatro

Cenário
Lugar onde decorre a acção. O cenário pode ser construído em tela ou em outros materiais e situa o espectador na época e no lugar em que a história se passa.


Comédia
Peça de teatro de crítica social. O seu objectivo é fazer rir o espectador.


Peça
Texto que serve de base à representação.


Teatro
Lugar onde se representa peças de teatro; conjunto das obras dramáticas de um autor ou de um país; arte de representar; profissão de actor ou de actriz; fingimento.


Acção
Assunto, enredo, intriga, história(s) de uma peça de teatro.


Acto
Cada uma das divisões de uma peça de teatro, que exige mudança de cenário. Um intervalo marca a passagem de um acto a outro.


Actor
Aquele que representa uma ou mais personagens numa peça de teatro.


Cena
Subdivisão de um acto. Em cada cena, sai uma personagem ou entra outra.


Cenógrafo
Responsável pela criação/execução dos cenários.


Didascália
Indicação cénica que se refere à caracterização (atitudes) das personagens em vários momentos da peça, à sua movimentação em cena (entrada, saída, etc.), aos lugares em que se passa a história e ao tempo em que ela decorre.


Guarda-roupa
Conjunto de trajes que são pertença de uma companhia de teatro para desempenho dos actores em diferentes peças.


Papel
Parte da peça teatral que compete a cada actor desempenhar.


Contra-regra
Aquele que marca a entrada dos actores em cena.


Deixa
Palavra ou palavras do fim da fala de uma personagem, que determinam quando a outra personagem deve iniciar o seu discurso/a sua fala.


Aparte
Falas de uma personagem que, segundo as convenções (regras) teatrais, se destinam a ser ouvidas pelo público e não pelas outras personagens.


Bastidores
Espaços por detrás e ao lado do palco, fora da vista dos espectadores, onde os actores esperam pela sua entrada onde se guardam os adereços e outros materiais.


Contracenar
Representar em contracena. Contracena significa estar fora da cena principal. Enquanto algumas personagens dialogam realmente, outras, em contracena, fingem dialogar para atingir determinado objectivo.


Palco
Parte do teatro onde os actores representam.


Ponto
Pessoa que, durante a peça e escondida do público, lê o texto, em voz baixa, aos actores quando eles se esquecem das falas.


Público
Pessoas que assistem à representação de uma peça de teatro.


Autor/Dramaturgo
Autor de peças.


Caracterizador(a)
Pessoa que caracteriza, que cria no actor uma face consentânea ao papel que ele vai desempenhar. Vários recursos/materiais são utilizados para alterar uma face.


Director(a)
Responsável máximo por uma companhia de teatro.


Encenador (encenação)
Aquele que idealiza o espectáculo teatral, dirigindo os actores nos seus papéis, levando à cena um texto original ou adaptação de um original.


Figurinista
Técnico de teatro que se ocupa dos modelos, dos figurinos (vestuário, maquilhagem, penteados e outros complementos).


Fotógrafo (fotografia)
Técnico especializado que regista os momentos, as cenas de uma peça de teatro. Pode acumular com as funções de operador de vídeo.


Luminotécnico
O responsável pela iluminação, pelo efeito das luzes em cena.


Produtor (produção)
Cargo que tem como objectivo organizar, coordenar a realização de uma obra artística.


Sonoplasta (sonoplastia)
Pessoa responsável pela selecção e execução dos efeitos acústicos que constituem o fundo sonoro de uma peça de teatro.

 

Escrito por Catarina em 12:07:16 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira, Março 07, 2008

Lágrima

Desespero
Tenho por meu desespero
Dentro de mim
Dentro de mim um castigo
Não te quero
Eu digo que não te quero
E de noite
De noite sonho contigo.
Escrito por Catarina em 11:28:08 | Link permanente | Comments (3) |

Sábado, Fevereiro 09, 2008

O Problema

Era uma vez, um rapaz chamado Afonso, que andava há muitos dias perdido numa floresta. Os seus únicos amigos eram os animais. Afonso já se havia habituado a viver na floresta, todavia já não se importava com o regresso a casa, sentia-se bem entre os seus novos amigos ou entre a sua nova família.
Um dia, apareceu na floresta, uma menina muito bonita chamada Anita. Ele perguntou-lhe:
- Como vieste aqui ter? Também te perdeste na floresta?
- Não estou bem perdida, digamos que estou fugida.
- Fugida como?
- Fugi do meio onde vivia com a esperança de alcançar a paz aqui na floresta.
- Onde vivias não tinhas paz?
- Não, porque eu tenho no meu coração uma pessoa que adoro e estava a ser pressionada no sentido de me declarar a ela(ele) o que eu não quero por isso decidi fugir.
- Mas sabes que fugir dos problemas não os resolve, não sabes?
- Sei, mas…
- Mas tu gostas dele?
- Gosto mas não quero avançar com nada para já.
- Porquê?
- Porque não me sinto preparada e tenho medo de o fazer sofrer.
- Posso saber o nome dele?
- Sim, chama-se Daniel e é um ano mais velho do que eu.
- Posso-te dar um conselho?
- Claro, diz.
- Vai ter com ele e diz-lhe o mesmo que me disseste a mim.
- Acho que não tenho coragem.
- Também tiveste coragem para largar tudo e todos.
- Está bem, vou seguir o teu conselho.
Anita seguiu o conselho do Afonso e resolveu o seu problema para sempre. Afonso passou a ser o seu fiel conselheiro.
Escrito por Catarina em 22:10:40 | Link permanente | Comments (1) |

Terça-feira, Janeiro 22, 2008

Alterando o tema

Um belo barco,
Navegava, navegava, navegava,
Num magnífico oceano,
Grandioso, grandioso, grandioso,
Constituído por uma água muito límpida,
Que balançava, balançava, balançava,
Ao sabor do vento,
Que soprava, soprava, soprava,
Por entre as nuvens,
Esbranquiçadas, esbranquiçadas, esbranquiçadas,
Que ocupavam um lindíssimo céu,
Azul, azul, azul,
Onde sobrevoavam enormes aviões,
Cinzentos, brancos, de todas as cores,
Que transportavam pessoas,
Baixas, altas, gordas, magras,
Que conversavam sobre todo o tipo de temas,
De política, de dinheiro, de qualquer tema.
Escrito por Catarina em 18:33:38 | Link permanente | Comments (1) |

Sexta-feira, Janeiro 18, 2008

O Nascimento

   Daniel estava no café com os amigos quando recebeu um telefonema. Depois de desligar gritou euforicamente:
- Nasceu! Nasceu! Nasceu!
Um dos seus amigos, o Tiago indagou-lhe:
- Nasceu quem? Mas afinal, quem é que nasceu?
- Foi a minha sobrinha! A minha tão esperada sobrinha! – exclamou o Daniel.
- Então de que é que estás à espera para ir vê-la? – perguntou o Tiago.
Daniel correu imediatamente para o carro e arrancou em direcção ao hospital. Quando chegou ao quarto de sua irmã Sofia perguntou ansioso:
- Onde é que ela está?
- A enfermeira deve estar quase a chegar com ela. – disse Sofia.
Dali a instantes, chega a enfermeira com a bebé ao colo e diz a Sofia:
- Ela é saudável, tem a altura e o peso ideais.
Mal a enfermeira pôs a bebé no colo de Sofia e se foi embora Daniel perguntou:
- Ela já tem nome?
- Não, por acaso tinha pensado em seres tu a dar-lhe o nome.
- E que tal Mafalda, gostas?
- Gosto.
- Quando é que voltas para casa?
- Talvez daqui a dois dias.
- O teu marido, o Rui, não vem cá ver a pequeno e linda Mafalda?
- Ele ainda chegou a tempo de assistir ao parto, mas depois do parto foi logo embora porque tinha muito trabalho.
Rodrigo, o pai de Mafalda era um empresário muito ocupado, por isso não dispensava muito lá muito do seu tempo para a família.
No regresso a casa de Sofia com Mafalda a família preparou uma festa de
boas-vindas para a bebé. Acolheu-as com muito amor e carinho, mas como já era de esperar, o pai de Mafalda já tinha ido para o trabalho.
Ou seja, hoje em dia, o trabalho, para algumas pessoas, está acima de tudo, até acima da família. As pessoas estão cada vez mais obcecadas pelo trabalho. Mas, nesta vida, o trabalho não é tudo, existem coisas mais importantes, como o amor e o carinho da família e a saúde.

Escrito por Catarina em 22:08:29 | Link permanente | Comments (1) |

Segunda-feira, Janeiro 07, 2008

O Sentido da Vida

As palavras saem,
Quase sem darmos por isso.
O coração bate,
E praticamente não o sentimos.
O sangue corre-nos nas veias como “um louco”,
E nem o vemos.
Gostámos das pessoas e elas gostam de nós,
Mas muitas vezes desiludimo-nos com elas.
Há dias que não nos apetece interagir com o Mundo lá fora,
Mas ouvimos sempre uma voz que nos diz “Tem que ser…”.
Mas porque é que tem que ser?
Escrito por Catarina em 19:47:43 | Link permanente | Comments (2) |

Quinta-feira, Janeiro 03, 2008

Sexta-Feira ou a Vida Selvagem

Resumo

Data
20/12/2007
26/12/2007
Páginas
0 a 68
68 a 111

Título: “ Sexta-Feira ou a Vida Selvagem”
Autor: Michel Tournier
Editora: Editorial Presença

Numa tarde, estava a embarcação Virgínia enfrentando no Oceano Pacífico, uma horrível e violenta tempestade. A certa altura, o barco parou de balançar, uma vaga gigantesca despenhou-se sobre o barco e arrasou com todo o material e todos os homens. Quando Robinson (que era um dos tripulantes) acordou, deu por si numa ilha deserta e avistava lá ao fundo numa falésia, a silhueta do Virgínia.
Depois de alguns dias decidiu construir um barco e baptizou-o de Evasão. Depois de pronto, Robinson descobriu que o Evasão tinha sido um fracasso, porque foi construído muito longe do mar, logo ele não o conseguiu pôr a navegar.
Robinson, um dia, decidiu seguir uma manada de pecaris, que costumavam afundar-se em lameiros. Ele decidiu fazer o mesmo e fazia-o dias sem conta. Enquanto lá estava julgava-se no meio da sua família em York. Certo dia, chegou à conclusão de que estava a enlouquecer por causa dos lameiros.
Nas seguintes semanas, explorou a ilha e trouxe do Virgínia barris de pólvora e objectos diversos que depositou numa gruta. Civilizou a ilha baptizando-a de Speranza, fazendo um mapa geográfico dela, domesticando animais, cultivando campos, criando habitações, outras construções, uma clepsidra e um direito.
Certo dia, Tenn (o cão de Robinson) apareceu entre os destroços do Virgínia.
Num dia em que Robinson continuava a sua rotina, chegaram à ilha uns índios e uma bruxa e realizaram um dos seus rituais, em que a bruxa escolhe um culpado/vítima que é morto pelos outros. Na segunda visita dos índios, a vítima fugiu por entre a floresta, Robinson matou o índio que a seguia e os outros foram-se embora. Robinson baptizou a vítima de Sexta-feira e passou a ser escravo de Robinson.
A segunda “droga” encontrada por Robinson, era enfiar-se numa galeria da gruta onde guardava todo o material que recolheu do Virgínia a fumar cachimbo.
Quando Sexta-Feira descobriu o esconderijo de Robinson, também fumou o tal cachimbo, mas Robinson descobriu-o lá. Sexta-Feira atirou o cachimbo para o chão, que foi parar junto dos barris de pólvora. Este descuido provocou sucessivas explosões o que destruiu tudo.
Depois de toda a destruição Tenn desapareceu e Sexta-Feira, mais tarde, substituiu-o por Anda que era uma cabrinha.
 Numa manhã, Sexta-Feira deu pelo desaparecimento de Anda. Foi à sua procura e encontrou-a junto de Andoar, o rei dos bodes, que já lhe tinha tentado retirar Anda. Sexta-Feira tentou aproximar-se dela mas não conseguiu, pois Andoar atacou-o, caindo por terra. Quando se conseguiu levantar, foi atacado novamente, mas desta vez Sexta-Feira caiu sobre o bode e, de seguida, caíram os dois num precipício. O bode morreu mas, Sexta-Feira sobreviveu, ficando com Anda.
Certa manhã, a embarcação Whitebird chegou à ilha. Robinson subiu a bordo com Sexta-Feira e foi então que Robinson reparou numa criança mal tratada que era o grumete. Robinson depois de pensar decidiu ficar na ilha com Sexta-Feira, pois lá era feliz.
Robinson quando chegou a Speranza deu pelo desaparecimento de
Sexta-Feira e chegou à conclusão de que ele tinha ido no Whitebird. Mais à frente, ouviu um barulho e reparou que o pequeno grumete, o Jean, tinha ficado com ele. Todavia, Robinson baptizou-o de Domingo e livrou-se da solidão para sempre.
Escrito por Catarina em 18:45:33 | Link permanente | Comments (0) |